8 de Outubro, 2022
Horário: 21:30
Local: Auditório do CiRAC

Biografia

 

FILIPE RAPOSO nasceu em Lisboa em 1979. É pianista, compositor e orquestrador. Iniciou os seus estudos pianísticos no Conservatório Nacional de Lisboa. Tem o mestrado em Piano Jazz Performance pelo Royal College of Music (Stockholm) e foi bolseiro da Royal Music Academy of Stockholm. É licenciado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa. Para além da música, colabora regularmente como compositor e intérprete em Cinema e Teatro. Tem colaborações em concerto e em disco com alguns dos principais nomes da música portuguesa: Sérgio Godinho, José Mário Branco, Vitorino, Amélia Muge, Camané, Rita Maria.

Desde 2OO4 que colabora com a Cinemateca Portuguesa como pianista residente no acompanhamento de filmes mudos. A convite da Cinemateca Portuguesa compôs e gravou a banda sonora para as edições em DVD de vários filmes portugueses do Cinema Mudo:
. 2O17 “Lisboa, Crónica Anedótica” de Leitão de Barros, tendo ganho uma – Menção Honrosa no Festival Il Cinema Ritrovato em Bolonha
. 2O18 “O Táxi n.o 9297” de Reinaldo Ferreira
. 2O2O “Frei Bonifácio” e “Barbanegra” de Georges Pallu . 2O21 “Nazaré” Leitão de Barros.

Em nome próprio editou os discos:
. FIRST FALLS (2O11) — prémio revelação Fundação Amália
. HUNDRED SILENT WAYS (2O13)
. INQUIÉTUDE (2O15)
. LISBOA, CRÓNICA ANEDÓTICA – Banda sonora para o DVD Cinemateca (2O17) . LIVE IN OSLO (2O18)
. ØCRE | Vol.1 da Trilogia da Cores (2O19)
. THE ART OF SONG | Rita Maria e Filipe Raposo (2O2O)
. ØBSIDIANA | Vol.2 da Trilogia das Cores (2O22)

SINOPSE CONCERTO

 

“A relação entre cor e música está presente na forma de escutar o som. Os encadeamentos harmónicos e a forma como cada acorde é formado representa para mim um jogo de tensões que, de forma sinestésica, podem representar diferentes cores.”

ØCRE é o primeiro disco de uma trilogia que resulta de uma reflexão ensaística sobre três cores  – vermelho, preto e branco.

Filipe Raposo descreve esta trilogia como um “ensaio sonoro”, uma interpretação antropológica e artística sobre a cor, cruzando várias fontes de informação, na música, na pintura e na literatura.

ØCRE foi editado no final de Março de 2019 (Lugre Records/Tinta da China) e na versão física é acompanhado de um trabalho gráfico com a participação do pintor Sérgio Fernandes, com enquadramento de excertos literários, notas do autor e textos de apresentação de António Jorge Gonçalves e Sérgio Godinho.

O disco estreou na primeira edição do Festival de Jazz de Lisboa, no Teatro São Luiz, e na sua tour contemplou importantes salas portuguesas e internacionais (Lituânia, Suécia, França).

Um espectáculo em que o jazz, a música erudita e o cancioneiro tradicional são fontes primordiais e em que o piano de Filipe Raposo destila pura liberdade interpretativa que só a música improvisada permite.

 

“Fruto de um fascínio, esta trilogia é o mais ambicioso dos projectos do pianista e compositor até à data.”

Nuno Pacheco, Público

 

“Porque isso é indubitável, aqui está História. Filipe Raposo é um intérprete do mundo. Porque o silêncio, na obra de Filipe Raposo, oferece-nos tanto do quanto do que lá está, tudo. Porque é essa História que nos oferece. Como se faz História.”

Teresa Nicolau, As Horas Extraordinárias, RTP 

 

“… um notável alquimista dos sons, alguém capaz de processar criativamente os materiais que o rodeiam e de sintetizar aquilo a que, com propriedade, chama de «universo simbólico-artístico”.

António Branco, in Jazz Pt

 

PROGRAMA – ØCRE

1. No Princípio era a Noite
2. Lascaux Cave
3. Umbra Hominis Lineis Circunducta
4. A Sombra de Peter Schlemihl
5. Do Not Go Gentle Into That Good Night
6. A Um Deus Desconhecido
7. Mefistófeles
8. Entrudo
9. No Princípio era o Fogo
10. Ritos e encamentos

(composição Filipe Raposo)