22 de Outubro, 2022
Horário: 17:00
Local: Auditório do CiRAC
Cidade: Paços de Brandão

A MÚSICA PRO UM FIO
Espetáculo multidisciplinar com música ao vivo e teatro de marionetas
ENQUADRAMENTO HISTÓRICO E TEMÁTICO
Desde sempre, em todas as mais variadas civilizações, o ser humano percebeu que um simples bater de um objeto provoca um som, criando uma métrica ao longo do tempo, compondo assim ritmos mais compostos ou mais minimalistas. Para além do som existe também a vibração, que pode assumir diferentes alturas. O facto de imitar um som com a voz, subir esse som gradualmente em altura e não em volume, é a descoberta do tom ou dos tons.
Na Grécia antiga, há muitos séculos atrás, foi criado o monocórdio que era uma caixa de ressonância com 2 cordas. Este instrumento lembra a atual família de caixas de vibração de cordas como a guitarra, o violino, o violoncelo, etc. E por falar em Grécia antiga, Pitágoras foi uma pessoa muito famosa e muito observadora, que descobriu que ouvindo uma nota conseguia imaginar outras dentro desta, os harmónicos. Como matemático, Pitágoras, como seu monocórdio, começou a entender a ligação que os tons tinham com a matemática. Assim começou a dividir as cordas, calcando a meio, a um terço e por aí fora, descobrindo outros tons a partir de harmónicos. Assim se dá a descoberta dos tons e das primeiras escalas, que desapareceram quando o império romano caiu.
Uma nova era se sucedeu, a era do cristianismo, criando novas diferenças tonais entre as notas, gerando assim a escala maior, muito diferente da escala eclesiástica ou grega. Esta escala maior é-nos muito familiar. É uma escala atual usada para imensas musicas contemporâneas. A música foi evoluindo do tom para a métrica criando-se ritmos que funcionavam como conforto auditivo, fossem eles de rituais ou festivos.
Os instrumentos evoluíram juntamente com a música. Os instrumentos de corda evoluíram do monocórdio, chegando até ao piano, que possui cordas, mas numa mecânica muito diferente daqueles instrumentos que são dedilhados, calcados e vibrados com um arco. O piano evoluiu do barroco até ao atual, como outros instrumentos. Também os instrumentos de sopro evoluíram, sendo descendentes de instrumentos mais antigos de sopro de metal ou madeira sem lâminas foram-se transformando nos atuais, bem como os instrumentos de percussão.
Todo este desenvolvimento musical levou a certas pessoas ficarem responsáveis por terem sido os maiores compositores da história. Mas como Verdi ou Mozart foram famosos, Elvis também o foi e Elton John ainda o é. Em épocas diferentes, mas com objetivos semelhantes, os atuais compositores desde o jazz ao pop, têm o sonho de compor algo que seja a fonte da vida de cada pessoa, como se a música seja a água que precisamos para viver.

SINOPSE
Basta pegar nesta pequena aula e transformá-la numa viagem através dos tempos da música com uma narração e ações através de marionetas, podendo ser acompanhadas por um ou mais músicos. No caso de um músico apenas, podemos optar por um teclista que consiga com um sintetizador fazer uma viagem completa, respondendo sempre às marionetas com sons precisos de cada instrumento, isto porque dentro de cada sintetizador cabe um universo de instrumentos.
As dinâmicas do espetáculo ficam de certa maneira mais apetitosas com o uso dos instrumentos e das marionetas, captando toda a ação através de elementos tridimensionais e captando a audição através dos sons dos instrumentos e das vozes dos personagens marionetas ou das suas musicalidades.
A viagem poderá ter uma abordagem incidente em alguns instrumentos precisos e populares como o piano, a guitarra, o saxofone, o trompete e até mesmo o acordeão, podendo aliar a estes a linguagem da dança, como resposta-ritual à música, explicando o componente cultural. Nesta última referência da dança, pode-se juntar marionetas que tocam com marionetas que dançam.
Por exemplo, se tivermos uma marioneta narrador, que poderá ser uma personagem atual ou histórica, que apresente o espetáculo com um texto semelhante à introdução deste documento, sempre que haja necessidade o instrumentista poderá tocar uma escala, ou um harmónico, ou uma outra particularidade pontual em resposta ao narrador. E sempre que for necessário poderemos colocar artistas-marionetas em cena com música tocada pelo instrumentista ou a partir de gravações áudio de referencia popular imprescindíveis para a história da música. Seria interessante narrador ter uma estante e uma batuta, como se este fosse o maestro do espetáculo.
Dentro do formato tridimensional das marionetas poderemos ter como intervenientes variados músicos e bailarinos, com referência a autor clássicos e contemporâneos. O personagem principal (narrador) irá introduzindo cada novo personagem com referências aos instrumentos, escalas, ritmos, compositores e/ou instrumentos, criando assim uma dinâmica eletrizante, colorida e apetitosa para público de todas as idades.
Esta modalidade de espetáculo permite que as Marionetas Rui Sousa usem elenco de variados espetáculos evitando custos acrescidos ao projeto, apenas sendo necessário a construção do narrador-maestro.
Rui Sousa