Fimuv – Festival Internacional de Música de Paços de Brandão

"Mousiké" - Coro do CiRAC

Em outubro assinalam-se 50 anos desde que o dia 1 deste mês foi instituído como o Dia Mundial da Música. A palavra “música” tem origem no grego mousiké, ligada à arte das musas — figuras mitológicas dotadas de talentos extraordinários, símbolo da inspiração artística e intelectual da Grécia Antiga. Neste concerto, celebramos a música na sua verdadeira essência: uma arte capaz de, de forma transcendente, elevar a alma e despertar sensações que, muitas vezes, escapam à explicação. O repertório proposto procura refletir essa multiplicidade — da calma à alegria, da profundidade à leveza, do grandioso à subtil delicadeza. Um percurso sonoro repleto de contrastes e emoções, que se deseja vibrante, tocante e acolhedor para todos. Da delicadeza dos motetos de Edward Elgar, passando por invocações marianas como Salve Regina (Arvo Pärt) e Maria, Mater Gratiae, até à celebração jubilosa de peças como Exsultate e Festival Gloria, esta viagem sonora convida à escuta atenta e ao sentir pleno da música.

Programa:

3 Motetes, Op.2, Edward Elgar (1934-1857)
    – Ave Verum, Ave Maria, Ave Maris Stella
Maria, Mater gratiae, Op.47 nº2, Gabriel Fauré (1924-1845)
Salve Regina, Arvo Pärt (1935)
Non Nobis, Domine, Reuben A.Burrows (2003)
Festival Gloria, Cristi Cary Miller (1959)
Exsultate, John Leaviit (1956)

 
 

Coro do CiRAC

Coro Amador

O Coro do CiRAC tem sede em Paços de Brandão. Foi formalmente fundado em 1976 e tem desenvolvido uma atividade musical Litúrgico-profana, com uma incursão por estilos musicais muito diversificados e arrojados.

A direção musical do Coro esteve a cargo, desde a sua formação, dos maestros Mário Anacleto (um dos fundadores do coro e do CiRAC), Emanuel André Melo, Silvina Tavares, José Resende, Georgina Teixeira, Ernesto Coelho, Vitor Sousa e Job Tomé. Atualmente é diretor musical e maestro Rodrigo Oliveira.

O Coro do CiRAC esteve presente em diversos encontros de coros, do Norte ao Sul do país. Participou em concertos em Aveiro, Viseu, Coimbra, Évora, Montemor-o-Novo, Faro, Porto, Lisboa, Ovar, Santa Maria da Feira, e em muitas outras localidades.

Tem participado, desde a sua primeira edição, no FIMUV – Festival Internacional de Música de Paços de Brandão (originalmente designado Festival de Música de Verão) que já conta com 48 edições ininterruptas.

Sopranos: Ana Isabel Freitas, Cristina Pinto, Eva Alvarenga, Guilhermina Oliveira, Luísa Amorim e Rosa Alves.
Contraltos: Ana Isabel Santos, Conceição Reis, Raquel Pereira, Rita Férias e Salomé Oliveira.
Tenores: Cliff Pereira, José Cruz, Manuel Vaz e Xavier Silva.
Baixos: António Gomes, António Santos, David Alves, Gonçalo Ribeiro, Rodrigo Calais e Vitor Costa.

 

Rodrigo Oliveira

Maestro

Rodrigo Oliveira iniciou os seus estudos musicais no Centro de Cultura Católica do Porto em 2006, no curso de música litúrgica que abarca a classe de piano e o instrumento principal, órgão. Depois de um interregno nos estudos decide prosseguir estudos na Universidade do Minho, no curso de Direção Coral na classe do professor Artur Pinho Maria e Pedro Neves. Terminando apenas o primeiro ano de licenciatura, os estudos continuam na Universidade de Aveiro onde termina a licenciatura em Direção, Teoria e Formação Musical na classe de direção dos professores e maestros Vasco Negreiros e António Vassalo Lourenço. Neste momento, frequenta a Universidade do Minho, no Mestrado em Ensino de Música vertente Direção Coral e Instrumental e Formação Musical, na classe de direção coral do professor e maestro Vítor Lima.

Como instrumentista realizou alguns concertos de órgão, aquando dos seus estudos, destacando o recital final na Sé Catedral do Porto.

Como pianista acompanhador, teve experiência a acompanhar instrumentistas e cantores ao longo da sua licenciatura, exercendo funções na Academia de Música de Paços de Brandão e atualmente, no Centro de Cultura Musical/ARTAVE.

Atualmente é professor de piano, formação musical e classe de conjunto na Escola de Música da Paróquia Nossa Senhora da Boavista assumindo a função de gestão da mesma e professor de Coro no Centro de Cultura Musical/Artave.

Na área de direção coral, é diretor artístico e maestro do coro Voces Verbi, um coro de vozes masculinas, do coro Almagraham, um coro de vozes mistas, do Grupo Coral da Igreja dos Pastorinhos, pertencente à Paróquia de Nossa Senhora da Boavista e do Coro CIRAC em Paços de Brandão. Com o Coro Voces Verbi, na participação no Vocal Art Choir Competition, obteve o prémio de Melhor Maestro e o 2º lugar da competição com o mesmo coro

 

Fernando Cruz

Pianista

Fernando Cruz iniciou os seus estudos pianísticos aos 6 anos como discípulo de Ana Paula Fernandes, Marina Pereira e Fausto Neves, tendo concluído o 8º grau de piano na Academia de Música de Paços de Brandão com a classificação máxima de 20 valores.

Posteriormente, ingressou no ensino superior dividindo a sua licenciatura entre Portugal na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto e Alemanha na Musikhochschule de Münster, integrando as classes dos professores Pedro Burmester e Heribert Koch, respetivamente. É detentor de vários prémios em concursos nacionais e internacionais de piano com destaque para os seguintes: Concurso “St. Cecília” 2009 – 3º prémio; Concurso “Paços Prémio” 2013 – 1º prémio; Concurso “Elisa de Sousa Pedroso” 2014 – 2º prémio; Concurso de Piano da Póvoa de Varzim 2016 – 2º prémio; Concurso Ibérico de Piano do Alto Minho 2018 (nível superior) – 1o prémio, e já trabalhou com inúmeros mestres do piano salientando-se Constantin Sandu, Serghei Covalenco, Carles Lama, Fernando Pujol, Letizia Michelson e Kristina Miller.

Mestre em Interpretação Artística pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto com o projeto “Do Órgão ao Piano e do Piano ao Órgão” sob orientação do pianista Miguel Borges Coelho e do organista Rui Soares, Fernando Cruz concilia a sua atividade profissional entre o piano e o órgão. Já tocou em salas como Coliseu do Porto, Grande Auditório do Europarque de Santa Maria da Feira, Igreja da Lapa no Porto ou Teatro Valadares em Caminha, e assume com frequência as funções de organista assistente na Igreja da Torre dos Clérigos do Porto, na atividade concertística e litúrgica do espaço. Paralelamente à sua atividade concertística, assume também as funções de docente no C